Devido à suas características, todo material radioativo está sujeito a um rígido controle quanto à sua utilização e posterior descarte. Segundo definição da CNEN, é considerado rejeito radioativo “qualquer material resultante das atividades humanas, que contenha radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados na norma CNEN-NE-6.02, e para o qual a utilização é imprópria ou imprevista”.
Por essa razão, todo material radioativo que é considerado rejeito deve ser recolhido, tratado e armazenado adequadamente em instalações especificas para essa finalidade.
Quais instalações podem gerar rejeitos radioativos ou necessitar segregação e descarte de fontes radioativas?
- Hospitais e clínicas de radioterapia, quando descartam os cabeçotes contendo fonte radioativa;
- Indústrias (de todas as aplicações), quando as atividades das fontes radioativas utilizadas já descaíram, ou seja, quando a atividade está mais baixa do que a necessária para o funcionamento dos sistemas de controle;
- Instalações que encerraram suas atividades;
- Industrias cujas fontes radioativas apresentam contaminação, identificada através de Teste de Esfregaço – Wipe-Test);
- Laboratórios e centros de pesquisa.
Materiais que apresentam contaminação nas análises de Wipe-Test (teste de esfregaço) devem passar pelo processo de segregação e ser encaminhados para descarte no depósito intermediário da CNEN mais próximo.
Os materiais de origem radioativa natural (NORM) não são considerados “fontes radioativas” e o gerenciamento de seu rejeito tem um tratamento diferenciado e deve atender Normas da CNEN específicas.
Mais informações sobre gestão de Rejeitos Radioativos pode ser pesquisada nas normas:
- CNEN –NE 3.01 Diretrizes Básicas de Radioproteção.
- CNEN –NE 3.02 Serviços de Radioproteção.
- CNEN –NE 5.01 Transporte de Material Radioativo.
- CNEN –NE 8.01 Gerência de Rejeitos Radioativos de baixo e médio níveis de Radiação.
- CNEN –NE 6.06 Seleção e escolha de locais para deposito de rejeitos radioativos.
A AMBIENTIS RADIOPROTEÇÃO possui Supervisores de Radioproteção credenciados na CNEN e equipe técnica experiente que podem avaliar quando um material radioativo (fonte radioativa ou NORM) representa ou não perigo, e quando devem ser segregados e descartados como rejeito radioativo.